Estudos afirmam que consumidor de baixa renda não planeja as finanças

O estudo feito sobre “Mercados – Endividamento e Inadimplência, Mitos e Verdades”, divulgado nesta quinta-feira pela Boa Vista, administradora do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), mostra que 79% dos consumidores das classes D/E e 63% da classe C não têm o costume de aplicar dinheiro na poupança. A fatia dos que não poupam ficou em 51% na classe B e 44% na classe A.

“Poupar é uma intenção e os consumidores das classes mais baixa não poupam, provavelmente, porque não sobra”, disse o diretor de Sustentabilidade da Boa Vista, Fernando Cosenza. Nessa linha, os números mostram que 38% dos consumidores das classes C, D e E poupariam se tivessem mais renda, ante 32% na classe B e 24% na classe A.

Os dados da pesquisa mostram, segundo a Boa Vista, que o consumidor de baixa renda também não faz planejamento financeiro. “Embora 50% dos consumidores das classes D/E e 58% da classe C afirmem que fazem planejamento financeiro, com algum tipo de controle entre o que ganham e o que gastam, ainda assim classificamos como verdade a afirmação de que as classes mais baixas não têm esse planejamento”, disse Cosenza.

Segundo ele, “algum controle financeiro não é planejamento” e 90% dos entrevistados declaram que aprenderam a lidar sozinhos com o dinheiro ou com os pais, que também aprenderam sozinhos. “Defendemos que o planejamento financeiro é algo sistemático, o que não ocorre.”

A pesquisa mostrou ainda que 94% dos consumidores das classes D/E, 88% dos das classes B e C e 77% da classe A concordam com a afirmação que “o nome da pessoa é o maior patrimônio dela”. A afirmação é defendida também por 88% dos entrevistados que possuem restrição ao crédito, o chamado “nome sujo”.

Segundo Cosenza, apesar desse porcentual, os consumidores de classes mais baixas não se protegem contra fraudes, como a contratação de crédito em nome de terceiros. Indagados se haveria o interesse do fornecimento de serviços para o monitoramento do CPF e, consequentemente, para proteção contra fraudes, houve uma divisão praticamente igual entre os interessados e o não interessados em todas as classes.

Fonte: Revista PEGN

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