Quer se livrar das dívidas? Confira as dicas de especialistas:

Livrar-se das dívidas exige comprometimento e disciplina. É preciso que se faça um diagnóstico preciso da situação financeira da família e que todos se dediquem a cortar gastos. Especialistas ouvidos listam, a seguir, 12 dicas para quem quer arrumar suas contas e ficar no azul.

1 – Faça um mapeamento da situação – Os especialistas em finanças pessoais afirmam que primeiro passo é fazer um mapeamento das suas dívidas, um diagnóstico preciso de cada uma delas. Há quanto tempo você está endividado? Está devendo para quem? Qual o valor total da dívida? E dos juros? Obter essas respostas é fundamental, diz o consultor financeiro Mauro Calil, para que depois você consiga estabelecer prioridades de pagamento;

2 – Responsabilize-se por sua divida – O endividamento muitas vezes é motivo de vergonha, fazendo com que a pessoa esconda a situação dentro de casa e evite procurar o credor –muitos chegam até a procurar empresas para fazer a negociação. São erros graves. “Foi você que fez as suas dívidas e é você que tem de resolver seus problemas”, diz o educador financeiro Reinaldo Domingos. “É imprescindível reunir a família, para que todos estejam juntos nessa missão”;

3 – Abra mão de investimentos – O pagamento da dívida deve ser prioridade, portanto é preciso aproveitar rendimentos extras, como o pagamento das férias ou da restituição do Imposto de Renda, e abrir mão de investimentos. De acordo com o planejador financeiro Marcos Silvestre, por maior que seja o rendimento de uma aplicação financeira, sempre vai compensar mais tirar o dinheiro, quitar a dívida e economizar no pagamento dos juros;

4 – Abra mão de alguns bens – Assim como muitas vezes será preciso abrir mão da poupança para quitar a dívida, no caso de dívidas muito altas ou que já duram muito tempo pode ser necessário tomar precauções com relação a alguns bens. “Busque, no seu patrimônio, bens que podem ser vendidos para quitar a dívida, como um carro, roupas ou até aquela sua coleção de discos de vinil”, aconselha o consultor financeiro Mauro Calil;

5 – Descubra onde é possível economizar – É fundamental reduzir as despesas mensais da família. “Dá para fazer economia até nos gastos essenciais. Nas contas de água, energia elétrica e telefone, por exemplo, existe um excesso de pelo menos 20% que pode ser cortado”, diz o educador financeiro Reinaldo Domingos. “É melhor fazer um rebaixamento intenso da qualidade de vida de forma planejada do que de maneira forçada lá na frente”, afirma o planejador financeiro Marcos Silvestre;

6 – Analise sua capacidade de pagamento – Faça as contas e descubra de quanto dinheiro você poderá abrir mão por mês para pagar as prestações da sua dívida. É normal o consumidor querer pagar o máximo possível por mês, mas isso pode não ser tão fácil de cumprir. Para o consultor financeiro Mauro Calil, o mais razoável é reservar cerca de 70% da renda para os gastos do dia a dia da família e cerca de 30% para o pagamento das prestações;

7 – Estabeleça prioridades – Dívidas mais caras e mais perigosas devem ser pagas primeiro. As mais caras são aquelas com cartão de crédito, por exemplo, que têm juros muito altos. As mais perigosas, diz o planejador financeiro Marcos Silvestre, são aquelas cujo não-pagamento pode gerar alguma penalidade. É o caso, por exemplo, do condomínio, que pode resultar na penhora do imóvel, ou do financiamento da casa própria, que pode até levá-la a leilão;

8 – Peça um emprestimo – Se a única saída para pagar a dívida for pedir um novo empréstimo, opte por uma linha de financiamento com juros mais baixos, como o Crédito Direto ao Consumidor (2,20% ao mês, segundo a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade). Outra opção é o crédito consignado, cujos juros também não costumam ultrapassar 3% ao mês –ele só é oferecido pelas empresas e órgãos públicos a seus funcionários;

9 – Negocie com os credores – “Só procure o credor quando souber exatamente o tipo de acordo que poderá fechar com ele”, aconselha o educador financeiro Reinaldo Domingos. Assim, quando for negociar com o banco ou a financeira, tenha na cabeça o valor que poderá pagar de prestação por mês. “O credor também tem interesse em negociar porque, para ele, é melhor receber algo do que nada”, diz o consultor financeiro Mauro Calil;

10 – Cumpra o que foi combinado – “O pior de pagar uma dívida é fazer um acordo e não conseguir cumprir”, diz o educador financeiro Reinaldo Domingos. “Dali a dois ou três meses você estará com o mesmo problema.” Cumprir exatamente o que foi combinado com o banco ou a financeira é, assim, fundamental –assim como evitar novas dívidas enquanto as antigas não forem pagas, acrescenta o consultor financeiro Mauro Calil;

11 – Evite listas negras – Se você está em dívida com um banco ou uma empresa, seu nome pode ser enviado aos cadastros de proteção ao crédito, mas só se você for avisado antes. O ideal, no entanto, é fazer a negociação antes que isso aconteça, porque ter o nome numa lista dessas impede a tomada de novos empréstimos, por exemplo;

12 – Mude seus hábitos – Aproveite para promover uma mudança nos seus hábitos financeiros. Uma dica do consultor Mauro Calil é cortar o limite do cheque especial e do cartão de crédito. Ter dois cartões, por exemplo, é suficiente. “A soma dos limites dos seus cartões não pode ultrapassar 50% da sua renda líquida”, diz Calil. Assim, se você recebe R$ 5.000 por mês, cada cartão deve ter um limite máximo de R$ 1.250. Assim você evita cair novamente na armadilha das dívidas.

Com informações do Uol

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